quinta-feira, 28 de março de 2013

Violência Obstétrica

Você já ouviu falar nesse termo: Violência Obstétrica?
Você sabia que você pode ter sido vítima também?
- Quando um médico te aplica sorinho com ocitocina para acelerar o trabalho de parto, sem sua permissão, apenas para que tudo aconteça mais rápido.
- Quando você sofre episiotomia (o corte na vagina para facilitar a saída do bebê no parto normal) mesmo você implorando para que isso não fosse feito.
- Quando as coisas no seu parto acontecem, sem que você saiba, sem que te consultem, quando não te dão opção?
Até a Lei de Acompanhante no Parto de 2005 vem sem burlada em maternidades, que cobram ou alegam que não tem estrutura para atendê-la. Isso é certo? Claro que não.

Cientista que virou mãe
Por definição, a violência obstétrica é considerada toda forma de desrespeito, maus-tratos, abuso e negligência, praticada pelos profissionais das maternidades contra as mulheres que estão ali em busca de serviço de saúde especializado – para a gravidez, o parto, o pós-parto, e o aborto. (Parto no Brasil)

Também pode incluir condutas, procedimentos e protocolos clínicos que não atendam as melhores práticas na atenção ao parto e nascimento, condutas e protocolos reconhecidos como fortes evidências científicas pela comunidade internacional para a segurança das pacientes e qualidade da assistência. (Parto no Brasil)

A forma de parir é uma decisão que deve ser tomada em conjunto com você sua família e seu médico, e não o médico que deve decidir, apenas para facilitar a vida dele (porque ele tá com consultório cheio, vai viajar, tem uma festa, precisa dar uma entrevista, como ouvi de algumas amigas que passaram por isso).

Tanta mulher passa por isso, mas tanta, que muitas resolveram sair do lugar comum, de se calar, que decidiram se unir e lutar contra este tipo de violência.

Não pense que isso é coisa que mulher que procura o SUS, isso também atinge aquelas que buscam atendimento nos centros médicos de planos de saúde.

Resultados de uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo, mostrou que uma em cada quatro mulheres sofreu algum tipo de violência obstétrica, onde se destacam: exames de toque dolorosos (exame de toque a partir da 31ª semana é totalmente desnecessário), recusa para alívio da dor, não explicação de procedimentos adotados, gritos de profissionais ao ser atendidas ("Tá doendo mãezinha? Na hora do bem bom virou os olhinhos, né?"), negativa de atendimento, xingamentos e humilhações.

São tantos casos, um vídeo promovido por sites como Cientista que Virou Mãe e Parto no Brasil, foi realizado com voluntárias que relatam como foi com elas e o que elas sentiram. Alguns são chocantes e nos faz refletir o modelo de saúde que estamos recebendo atualmente.


Você passou por isso também? Você assistiu ao vídeo? Que providência tomou? Como reagiu?

Bjs e reflita sobre este assunto.

Se desejar e tiver cinco minutinhos, peço que responda a este "pequeno" formulário sobre quais procedimentos você sofreu no seu parto. As respostas (anônimas) devo publicar dentro de um mês. É uma pesquisa informal, apenas para podermos juntas checar quais os procedimentos mais comuns que os obstetras estão executando, e se eles não embutiam, ocultamente ou não, sinais de violência obstétricas, que por muitas vezes nós não percebemos. Obrigada. 


Recomendo: https://www.facebook.com/ViolenciaObstetrica, http://www.cientistaqueviroumae.com.br/2012/11/violencia-obstetrica-voz-das_25.html,
http://www.partonobrasil.com.br/2012/10/postagem-coletiva-violencia-obstetrica.html
http://www.apublica.org/2013/03/na-hora-de-fazer-nao-gritou/

2 comentários:

  1. Oi Kk,
    Muito boa a reflexão. Eu não sabia que o toque era desnecessário após 31 semanas. Eu tomei 3 rsss
    Minha sobrinha passou 24h com a bolsa rompida então você pode imaginar a quantidade de toques que ela tomou não é? Não saiu de 6cm de dilatação, mesmo com a ocitocina sintética e partiu pro PC, no SUS, maternidade de referência. O resultado disso, foi que meu sobrinho ficou com infecção por tantos toques que a mãe tomou =/

    Por fim tudo deu certo mas vale a pena esclarecer, difícil mesmo é na hora H as mães, por medo, recusarem determinadas coisas =/
    Em casa vou assistir o vídeo :D

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  2. Mi, assista ao video sim. Você vai ver muitos depoimentos chocantes e que farão você repensar nosso sistema médico

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