quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Retornando ao trabalho II - A missão

Segundo bebê.

Segundo retorno ao trabalho.
Imagem: www.amamentareh.com.br

Confesso que a possibilidade de chutar o balde me veio várias vezes, mas abrir mão de certo conforto monetário não é pra qualquer um, e não seria conosco. O dinheiro move a sociedade, infelizmente. E optar por ficar em casa, trabalhando de casa, com minha formação profissional não há esta possibilidade. Quem sabe o dia que eu resolver virar doula e ficar rhyca e phyna (ah, difícil hein kkkkkkkkkkkk).

A empresa onde trabalho aderiu à licença maternidade de 180 dias (que não são seis meses! rs). Então a mesma acabou exatamente no dia 31/12. O retorno estaria agendado para o dia 02/01. Conversei com meu superior e optamos por fazer um esquema que vem dando certo até então.

Como voltar ao trabalho com uma bebê de 6 meses em aleitamento materno em livre demanda?

Planejei, pensei e fiz! E vem dando certo também!! O que fiz?

Desde os três meses da Laura comecei a bombear leite materno e fazer doação para o Instituto Fernandes Figueira, onde eles vêm em casa buscar os potes uma vez por semana. Assim eu estaria estimulando minha produção e ajudando bebês que precisam de leite materno durante a internação em hospitais públicos. Eu bombeava pela manhã (Laura dorme das 23 às 06), sempre revezando um seio por dia (se hoje tiro do esquerdo, no bombeamento seguinte tiro do direito), e sempre com ela mamando no seio que não seria bombeado.

Quando ela fez 5 meses e alguns dias, liguei para o IFF e avisei que não doaria mais leite, porque minha produção ficaria retida para a Laura.

Comprei 40 potinhos de vidro com tampas plástica da Plasvidros de 180mL e chegaram bem (apenas um quebrou-se pelos caminhões dos Correios...). Se quiser comprar também, clique aqui. Lavei-os e esterelizei-os, deixei secar e deixei-os fechados dentro do armário para ir armazenando o leite a medida que tirava. Como a família cresceu, optamos por comprar um freezer e a primeira gaveta ficou reservada para os potes de LM apenas.

E assim comecei. No início tirava 100 mL e ia completando os potes até 160mL (o leite não pote tocar a tampa plástica). E para descongelar, tiramos na noite anterior e colocamos numa parte da geladeira separada de panelas e etc. Nunca na porta da geladeira, por causa dos choques térmicos.

E o primeiro dia (que vem se repetindo) eu a acordo cedo (tadinha, maior escuro, mas tenho que deixar a luz acessa para enxergar a bomba) e coloco para mamar, e bombeio no outro seio. Ela nem acorda, só coloca a mãozinha no rosto por causa da luz. Consigo nisso os 160mL de uma vez. Ela mama e continua dormindo. Coloco de volta no berço e ela continua dormindo com a Jade no quarto delas e vou colocar o leite no pote já esterelizado com uma fita crepe com data e hora da retirada, quantidade e numeração (o que facilita para ir tirando da geladeira). Comecei a produção uns 15 dias antes de voltar pro trabalho. Daí eu vou pro trabalho e ela só acorda por volta das 09h e mama o leite descongelado da noite anterior. O leite deve ser aquecido em banho-maria e apenas na quantidade a ser utilizada, porque não pode voltar a ser recongelado e nem oferecido mais tarde. Não bebeu é lixo!  Quando vai bater fominha de novo, lá pelas 12:00h eu chego em casa e ela mama! (E eu aproveito para tirar um segundo vidrinho de leite).

A recomendação de tempo de congelamento pelo nosso ministério da saúde é de 15 dias em congelador. Mas andei pesquisando e vi que nos EUA, se colocado em freezer e etc, pode ficar mais tempo. Por isso optei pelo freezer e não congelador normal. E convenhamos, leite materno de 16 dias é bem melhor que qualquer fórmula por aí, não é mesmo?

E agora com a introdução alimentar as coisas ficarão mais fáceis. Em casa, Laura continua em livre demanda. Hoje em dia tenho dado ou suco ou papa de frutas e ela está aceitando bem.

Ah, a bomba que uso é a Avent Manual e o leite é oferecido em mamadeira de colher, pois se oferecido em mamadeira comum, existe o risco do desmame precoce. Inclusive os sucos e água (que ela ainda não bebeu) é oferecido em copo de treinamento (sim, daqueles de um ano, sem a válvula).

 

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