Criando minhas pequenas

Outro dia postei uma foto no Instagram de um papel no qual a Jade esboçou as letrinhas de seu nome, com 3 anos. Estavam lá faceiros o J, o A, o D e o E. E ela toda prosa e orgulhosa de ter aprendido a escreveu seu próprio nome. E continua toda toda escrevendo os números 1, 2, 3, 4 e 5 que já aprendeu na escolinha. Jade tem ganas de aprender. E acredito que toda criança tem. Depende dos pais direcionar. Ela adora ver aquele desenho chato bagaraio da Dora e do Diego. E presta maior atenção nas palavrinhas e inglês e começa a soltar os "pinks" e "reds" a torto e a direito. Não somos nós que forçamos nada. A informação está lá e ela que se alimenta disso. É espontâneo e nada forçado. Quem sou eu para parar isso?! Ainda mais no mundo de hoje, onde a informação bate à nossa porta a todo instante.

Agora receber um comentário a la "me admira você tão ativista fazendo isso com sua filha, saiba que alfabetização só é indicada após 7 anos de idade, que é muito mais complexo que isso e talz" é de matar. Claro, para não discutir, cortei a pessoa do IG e do Face. Não tô afim de discussões inúteis nessa altura do campeonato e não é porque eu estou "advogando" a favor da humanização do parto que vou virar ativista de carteirinha de hora certa ou errada e alfabetizar uma criança, ir contra calendário de vacinação ou jogar fora o berço e o carrinho das meninas, para fazer um lindo quarto montessoriano. Ok, admiro e respeito quem faz isso, mas não é para mim, e também não tenho vontade nenhuma de discutir a educação de seu filho x a educação das minhas meninas. Se você dá papinha antes dos 6 meses, deve ter seu motivo. Se quer largar a amamentação antes dos 6 meses, beleza, eu vou lamentar, vou tentar entender e me questionar, mas jamais vou falar que é certo isso isso e aquilo outro. Pelo menos tento segurar a língua. kkkkkkkk

Discutir a criação de filhos é uma faca de dois gumes, pode fazer bem ou mal, e muitas vezes é melhor nem debater, não é mesmo?!

Nossa vida atual não é mais como há 30 anos atrás, onde a gente quando pequeno vivia solto na rua, só ia para a escola mais velho e curtia a infância a céu aberto. Hoje (e eu sinto muito quando penso na Jade e na Laura agora) as crianças vivem em apartamentos, e qual o passatempo para aquelas que os pais trabalham o dia todo? Para não deixar a Jade só com a babá o dia todo, e acha TV ligada, preferimos que ela fosse para uma pequena escola da cidade para se enturmar, ter amiguinhos, socializar. Não foi com intuito de força-la a aprender qualquer coisa que seja e sim para ela ter o que fazer um período de seu dia. E posso dizer que foi a melhor coisa para ela. Sempre fala dos amiguinhos e de como foi seu dia.

Agora se outra mãe não trabalha e consegue distrair o filhoo dia todo, sem que ele precise ir para escolinha, que bom! Mas não venha me apontar o dedo porque um psicólogo famoso diz que não deve ser feito assim ou assado, porque cada um sabe onde o calo aperta, não é mesmo?!

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