Nascimento da Laura - VBAC - parte 2

Continuando o relato do parto da Laura, que comecei no post Nascimento da Laura -VBAC - parte 1. O relato está enorme porque o parto não foi só o evento em si, mas sim todo o processo até chegar a ele. Todo caminho que percorri deve ser mencionado e nunca esquecido, pois pode ajudar a outras mulheres que viveram o mesmo que eu e desejam mudar a sua realidade.


 A consulta com o Marcos chegou. Meu marido não podia ir e então levei comigo uma tia para me acompanhar. Eu tinha tantas dúvidas, tantos questionamentos, que o médico ficou atordoado. Kkkk Minha tia até questionou se era banca de mestrado rs. Mas ali tirei todas as minhas dúvidas, sobre a chance do útero romper, das intervenções na parturiente, no recém-nascido,...  Fizemos  a medição de AU, pressão e etc. Sai de lá certa que largaria minha GO fofa, mas não tive entrosamento com o Marcos. Sei lá,   GO homem? Sou meio tímida e não me imaginei completamente peladona, parindo, com outro homem por perto que não fosse meu marido rs Ainda tinha as consultas com a Fernanda e a Ana.

Chegou o dia da consulta com a Fernanda. Consultório de Ipanema. Eu resolvi largar de mão o questionário que fiz com o Nakamura e deixar a conversa fluir. De repente a porta se abre e a Fernanda aparece. Cadê a formalidade da GO fofa? Cadê a enfermeira que ela chamaria a toda hora para ajudar com a "paciente"? Aquilo que deu uma sensação de acolhimento. Ela não era A doutora "sabe-tudo-vai-la-cuidar-do-enxoval-que-o-parto-sou-eu-quem-faço". A consulta fluiu leve, dúvidas tiradas, conversa deliciosa, e nem vimos o relógio passar e 1:20h depois tive a certeza de ter achado numa Obstetra. O esquema dela para mim me deu mais segurança, uma vez que moro a mais de 40km da maternidade que eu teria a Laura (Perinatal Barra). A certeza foi tanta que desmarquei a consulta com a Ana.

Não desmarquei a consulta com a GO fofa... Queria ver em quanto tempo ela sentiria minha falta. E para minha surpresa na hora da consulta a secretaria me ligou e disse que não iria mais, pois eu queria parto normal e com a R**h eu não teria, cairia em outra cesarea. Ela só respondeu que era uma pena... Eu queria ser uma mosca para saber como ela recebeu essa notícia rs

Os meses se passaram, as consultas mensais se seguiram e se tornaram semanais. Para me empoderar li muitos livros (já fiz um post aqui os recomendando), contratei a Aline como doula, conversamos, frequentei o Ishtar pelo menos uma vez por mês junto com o Cleber, fiz amizades.

Não deixei de trabalhar. Entre a 35 e a 36 semana fiquei de atestado para repousar afinal o barrigão estava cada vez maior. Com 37 semanas estava firme e forte no trabalho. Um muco branco começou a sair. Era o tampão, mas como ele se refaz não liguei muito, afinal a gestação pode ir até 42 semanas tranquilamente. Assim como com 38 e 39 semanas. Tive medo pela proximidade do parto. Medo de fraquejar, de não dar certo. Questionei minhas decisões, quase desfiz o contrato com a Aline, sei lá, mas algo me dizia que ela não conseguiria estar presente. Pedi a ela que deixasse a Ana Lúcia de doula backup, pois a conheci no Ishtar e ela seria a pessoa ideal para ter ao lado também. Trabalhei até o dia 03. Dia 04  reservei para descansar... E neste dia acordei com o tampão róseo, por vezes com filetes de sangue. Estaríamos próximos ou não de conhecer Laura?

(CONTINUA...)

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